
Desde criança eu tenho atitude rock’n’roll. Naquela época, ao contrário das outras meninas, eu odiava a Xuxa; preferia autorama a Barbie; se um menino puxava meu cabelo na classe, nada de chorar para a professora: porrada nele! O filme da minha infância, tido como o preferido e visto milhões de vezes era Labirinto, do David Bowie... Além disso, eu pichei meu quarto uma vez com as canetinhas de desenho profissional da minha mãe, coloquei o gato no microondas [mas não liguei...], era fera no street fighter, contava piada para a família inteira aos domingos, falava palavrão para caramba....
Hoje vejo que nada mudou, com a exceção de que eu me sinto uma aberração às vezes. Isso é o bom de ser uma criança rock’n’roll, eu não ligava para o que as pessoas pensavam. Era doida e ponto.
Hoje eu saio na rua de batom vermelho às 10h da manhã, mando um cara grosso na balada tomar no c..., uso bota de cowboy com shorts no verão e me sinto incomodada com o preconceito das pessoas em relação a mim, com a forma com que as pessoas me olham. É complicado, pois, depois de 25 anos sendo a mesma pessoa, eu sinto que para ser aceita na sociedade eu não posso ser eu.
Alguém cria, por favor, um universo rocker para eu viver com o meu gato preto?
Hoje vejo que nada mudou, com a exceção de que eu me sinto uma aberração às vezes. Isso é o bom de ser uma criança rock’n’roll, eu não ligava para o que as pessoas pensavam. Era doida e ponto.
Hoje eu saio na rua de batom vermelho às 10h da manhã, mando um cara grosso na balada tomar no c..., uso bota de cowboy com shorts no verão e me sinto incomodada com o preconceito das pessoas em relação a mim, com a forma com que as pessoas me olham. É complicado, pois, depois de 25 anos sendo a mesma pessoa, eu sinto que para ser aceita na sociedade eu não posso ser eu.
Alguém cria, por favor, um universo rocker para eu viver com o meu gato preto?