18 de fev. de 2009


bom, voltando ao assunto das matrioskas, a questão é a seguinte: eu gosto muito delas, pois, além de fofas, as bonecas tem tudo a ver comigo. vou fazer inclusive, uma tattoo [a 14ª] com a imagem de uma.

assim como uma boneca russa, sinto que tenho várias mulheres dentro de mim [nada a ver com a história dos filhos que eu contei abaixo, pois, nesse momento me basto com as minhas gatinhas que adotei numa ONG: adoteumgatinho.uol.com.br]

Jung, já dizia: nosso "eu" [persona] tem várias máscaras, facetas, pois, precisamos destas para viver - apesar de nossos valores e ideais não mudarem. acho mesmo que todo mundo é assim. eu por exemplo, sinto que como profissional sou muitas: produtora, jornalista, roteirista, estilista, desenhista, fotógrafa... e posso ser muito mais, desde que respire do universo criativo.

na personalidade, tem dias que me sinto mulher poderosa e outros que me sinto menina, frágil... às vezes sou sarcástica, em outras doce como uma gatinha...rs. enfim.
eis uma questão para pensarmos: quantos "eus" cada um tem dentro de si, quantas mulheres ou homens podemos ser? e quais são os que queremos de fato mostrar para o mundo?

e não são só "multifacetas" de personalidade que podemos ter. trabalho com moda e acho que até neste ponto, na hora de escolhermos uma roupa, por exemplo, traduzimos o nosso eu daquele dia. pode reparar. todo mundo é assim.

a verdade é que temos que nos conhecer. saber quantos somos dentro um só. vou contar uma coisa: depois de tantos tombos, tá difícil me derrubar viu? eu caio, mas levanto rapidinho. com a morte do meu pai, por exemplo, eu descobri que posso ser forte... conheci uma mirella que não sabia que era. me tornei uma boneca russa de aço, apesar de forrada de papel de seda por dentro.

agora, vivo outro momento diferente. me separei de um relacionamento/casamento de seis anos e tô aprendendo a ser solteira de novo. não quero namorar no agora, mas gosto de boa compania - seja ela dos amigos ou "amigos coloridos".

hoje me sinto como a matrioska colorida, alegre, leve... alguém que quer aproveitar a vida ao máximo e viver cada minuto e situação com a intensidade que qualquer um viveria, se soubesse que amanhã não vai chegar.

pode até parecer coisa de gente ansiosa, mas é na verdade coisa de quem apenas vive, sem se preocupar com o que vai ser e pensando em aproveitar. afinal, como dizia o Veríssimo: "embora que quase morra esteja vivo, quem quase vive já morreu".

e você? quem você é hoje?